Blog do Gustavo Xavier

Operação investiga fraude fiscal que causou prejuízo de mais de R$ 110 milhões à Paraíba

Advertisement
var rnd = window.rnd || Math.floor(Math.random()*10e6); var pid1138360 = window.pid1138360 || rnd; var plc1138360 = window.plc1138360 || 0; var abkw = window.abkw || ''; var absrc = 'https://servedby.metrike.com.br/adserve/;ID=181570;size=300x250;setID=1138360;type=js;sw='+screen.width+';sh='+screen.height+';spr='+window.devicePixelRatio+';kw='+abkw+';pid='+pid1138360+';place='+(plc1138360++)+';rnd='+rnd+''; document.write('');

O Grupo Operacional de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Estado da Paraíba (GAESF) deflagrou, nesta terça-feira (7), a “Operação Baronato”, que tem como objetivo desarticular um esquema criminoso de fraude fiscal estruturada, responsável por sonegar valores expressivos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na Paraíba, com prejuízo estimado em mais de R$ 110 milhões aos cofres públicos estaduais.

Na manhã de hoje, estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão, além da determinação de bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados, advindos e expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias da Capital. Parte desses mandados têm como alvos moradores de condomínios de luxo de Campina Grande. 

O esquema fraudulento envolvia pessoas físicas e jurídicas sediadas nos municípios de João Pessoa e Campina Grande, no estado da Paraíba, além das cidades de Maringá (PR), Morro do Chapéu (BA) e São Paulo (SP).

O mecanismo central da fraude consistia na simulação de operações interestaduais, com o objetivo de evitar a incidência de ICMS e obter vantagem competitiva. Para tanto, o esquema criminoso constituíam empresas com filiais em diversos estados do país, que eram utilizadas para internalizar e comercializar mercadorias na Paraíba sem o pagamento do imposto devido. 

A fraude ocorria por meio da simulação de transferência de estoque para o estado, quando, na realidade, as mercadorias eram entregues diretamente aos verdadeiros adquirentes sem o recolhimento de ICMS e, em vários casos, sem a emissão de nota fiscal. Em um segundo momento, o esquema passou a se valer de transferências irregulares de créditos fiscais para dar continuidade com a prática criminosa. 

Assim, por meio de empresas em nome de interpostas pessoas, os verdadeiros responsáveis apropriavam-se indevidamente de valores de ICMS (destinados às políticas públicas paraibanas), ocultavam o patrimônio, garantiam o anonimato e dificultavam a fiscalização.

Os integrantes do esquema criminoso cometeram, em tese, os ilícitos de Crimes contra a Ordem Tributária/8.137/1990; de Organização Criminosa/12.850/2013; Falsidade Ideológica/Dec-Lei nº 2.848/1940 e Crime de Lavagem de Capitais/ 9. 613/1998, cujas penas máximas somadas ultrapassam 28 anos de reclusão.

O GAESF, braço operacional do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos da Paraíba (CIRA), é formado por integrantes da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-PB), do Ministério Público da Paraíba (MP-PB), da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS-PB) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PB).

Na execução da Operação Baronato, participam 25 auditores fiscais, 6 promotores de Justiça, 70 policiais civis, incluindo 13 delegados de polícia, e 4 procuradores do Estado. 

A operação recebeu o nome “Baronato” em referência ao poder concentrado e à ampla influência exercida pelo grupo investigado, do qual uma das principais empresas tem no nome a figura de um barão. Assim como os antigos baronatos, caracterizados pela posse de extensos domínios e pela manutenção de privilégios acima da lei, a organização criou uma rede empresarial com filiais em diversos estados para ampliar seu alcance e praticar fraudes fiscais em larga escala. O nome simboliza, portanto, a estrutura hierárquica e a atuação articulada do esquema, que buscava preservar vantagens ilícitas à custa do erário.

Advertisement
var rnd = window.rnd || Math.floor(Math.random()*10e6); var pid1138360 = window.pid1138360 || rnd; var plc1138360 = window.plc1138360 || 0; var abkw = window.abkw || ''; var absrc = 'https://servedby.metrike.com.br/adserve/;ID=181570;size=300x250;setID=1138360;type=js;sw='+screen.width+';sh='+screen.height+';spr='+window.devicePixelRatio+';kw='+abkw+';pid='+pid1138360+';place='+(plc1138360++)+';rnd='+rnd+''; document.write('');
Sair da versão mobile