Blog do Gustavo Xavier

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O destino, muitas vezes, é implacável. Na política, ele é rigoroso. No município de Esperança, em menos de um ano, o trio que comandava a prefeitura rachou, porém, por força do destino, agora precisa se unir para responder diante da Justiça o que fez para vencer a eleição. 

Segundo a promotora eleitoral Gláucia Maria de Carvalho, o ex-prefeito Nobinho Almeida, o ex-vice-prefeito Edmilson Lopes e o atual prefeito Thiago Morais criaram um verdadeiro ‘exército’ de prestadores de serviço sem o devido o controle às vésperas do pleito de 2024.

A manifestação da representante do Ministério Público Eleitoral aconteceu nesta quarta-feira (17) no processo da Ação de Investigação Judicial impetrada pela coligação Filhos da Esperança que investiga o abuso de poder político e econômico por meio da contratação de centenas de pessoas pela empresa Alerta Serviços Ltda. em 2024. 

De acordo com a coligação, houve a contratação irregular por dispensa de licitação em ano eleitoral, sem comprovação de emergência ou controle adequado. Ainda diz que a falta de controle sobre dezenas de funcionários terceirizados, cuja lotação era desconhecida, também é apontada como grave indício de prestadores fantasmas

Nobinho e Edmilson, gestores à época, argumentam que foi apenas uma medida substitutiva, e que não teria influenciado no pleito. Thiago, rompido com os ex-padrinhos, diz que como secretário de Agricultura não participava das contratações. 

Os argumentos dos investigados, para a promotora, não se justificam. “A informação crucial de que 96,57% dos contratados temporários foram realocados para a empresa terceirizada desmascara a alegada redução como uma simulação para mascarar a continuidade de uma força de trabalho precária e politicamente influenciável”, disse.

Ela ainda completa que a contratação da empresa comprova um uso desmedido de recursos públicos com finalidade eleitoreira e, diante da robustez das provas, pugna pela procedência da AIJE. 

 Os esperancenses sabem que atualmente não podem colocar Nobinho, Edmilson e Thiago no mesmo ambiente. Mas, se depender do Ministério Público Eleitoral, os três vão ter que responder juntos pelo que fizeram na eleição passada.

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